(04/11) StoneX: Açúcar & Etanol

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(04/11) StoneX: Açúcar & Etanol

04/11/2021

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Fechamento SBH22 (03/nov): 19,38 c/lb (+17 pts)
Viés do dia: Misto/Altista
Suporte: 19,19 (MM de 100 dias)
Resistência: 19,86 (MM de 50 dias)
Neste momento SBH22: 19,63 (+25 pts)

 

Em outra sessão marcada por um baixíssimo volume de negociação (52 mil lotes), o NY#11 teve baixas ao longo de sua curva, porém respeitou o range lateral no qual tem permanecido recentemente, mesmo em dia marcado por tensão no aguardo pela decisão do Fed e fortes quedas nos futuros do petróleo.

 

Já com o pregão do açúcar fechado, a decisão do FED de cortar mensalmente 15 bi em suas compras mensais de títulos foi bem recebida pelos agentes, afastando aversão ao risco nos mercados. Hoje, tanto o #11 em NY quanto o #5 em Londres abrem a sessão em recuperação, em dia que deve ser favorável à valorização de commodities e outros ativos risco em geral.

 

No cenário dos combustíveis, os contratos do Petróleo Brent chegaram a registrar quedas superiores à 4% ontem, após o relatório do DOE mostrar estoques muito mais confortáveis do que o mercado esperava; hoje, a commodity apresenta leve recuperação. Já no mercado físico brasileiro, o etanol tem traçado a mesma dinâmica que temos comentado nos últimos dias, apresentando baixa liquidez e com pedidas acima do nível de realização de negócios, que segue no patamar dos R$ 4,65 para o hidratado. Hoje, o espaço para reajuste da gasolina da Petrobras gira ao redor dos 7 centavos por litro.

 

Câmbio

Fechamento (03/nov): 5,5537 (-2,31%)
Viés do dia: Misto/Baixista
Suporte: 5,47
Resistência: 5,62

Dollar Index: 94,2400 (+0,40%)

 

Na quarta-feria, o dólar registrou forte queda ante o real, fechando próximo à mínima intradiária de R$ 5,5463. Tal movimento foi influenciado por fatores externos que levaram à queda do dólar index em 0,24%, mas foi acentuado por farores internos.

 

Nos EUA, ocorreu o encerramento da reunião do FOMC com a declaração da redução da compra de ativos em US$15 bi mesnsais a partir de novembro, de forma bastante gradual, devendo terminar somente em junho de 2022. Além disso, uma elevação da taxa de juros está descartada a priori, dada a visão do FED de que a inflação ainda tem algumas características transitórias e um aumento dos juros estaria condicionado ao alcance do pleno emprego nos EUA. Com isso, espera-se uma elevação dos juros somente a partir do 2° semestre, o que conferiu um tom baixista contra as principais moedas do mundo. Destaca-também a publicação do Relatório Nacional de Emprego estadunidense que apresentou alta na geração de emprego além do previsto, com geração de 571 mil empregos. 

 

No cenário doméstico, ontem, no fim do dia, tivemos a aprovação na Câmara no primeiro turno texto-base da PEC dos Precatórios por 312 votos à favor e 144 votos contra. A PEC, apesar de mal vista pelo mercado pelo rompimento no teto de gastos, ao menos evita a adoção de medidas mais prejudiciais ao orçamento público que seriam adotadas para financiar novos programas do governo, como o acionamento do mecanismo de calamidade pública. Com isso, reduzem-se incertezas, o que já conferiu um tom mais baixista ao dólar no final a sessão de ontem.

 

Diante do anúncio do FOMC, as bolsas asiáticas  e europeias tiveram na sua maioria altas nessa manhã. Ainda assim, o dólar index volta a se apreciar, com agentes desconfiando de tamanha paciência do FED para início do ciclo de alta dos juros com dados do mercado de trabalho mais positivos. Com isso, o relatório de emprego (payroll) a ser divulgado na sexta pode ser importante para alinhar expectativas, limitando o espaço de queda para o real na sessão. Hoje, teremos a publicação do Dado da Produção Industrial no Brasil às 09h e o encontro da OPEP sobre o mercado de petróleo.

 

Fonte: StoneX

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