Fechamento SBH22 (15/dez): 19,29 c/lb (-36 pts)
Viés do dia: Misto/Altista
Suporte: 19,29
Resistência: 19,70 - 19,90
Neste momento SBH22: 19,44 (+15 pts)
Na quarta-feira, os futuros do demerara apresentaram forte queda acompanhando a desvalorização do real ante o dólar durante o dia, alcançando a máxima de R$ 5,73 – movimento impulsionado pelas expectativas em torno da decisão do Fed – viabilizando a exportação do adoçante por produtores brasileiros. Os preços do açúcar também acompanharam a queda do petróleo, a qual também acaba estimulando a produção de açúcar em detrimento do etanol no próximo ciclo do CS, o que contribui com pressão de baixa nas cotações mesmo que antecipadamente.
Hoje, no entanto, o NY#11 amanhece em alta, corrigindo o movimento de queda observado na última sessão, assim como o Brent; ao passo que a divisa brasileira também corrigiu levemente a desvalorização após encerramento do mercado de açúcar ontem.
Na Índia, após a OMC determinar a ação em favor do Brasil a respeito da denúncia sobre o excesso de subsídios do governo indiano para a produção e exportação de açúcar, o Ministro do comércio indiano se posicionou discordando completamente da postura da instituição bilateral. O Ministro ainda afirmou que a decisão da OMC não trará impactos sobre nenhuma política em andamento no país em torno do açúcar e que o governo já iniciou medidas necessárias para proteger seus interesses e de seus produtores.
Enquanto isso, o mercado físico de etanol voltou ao patamar de R$ 4,05/L (PVU com impostos) tanto para o anidro quanto para o hidratado. A arbitragem para o aditivo agora se encontra no mesmo nível do NY#11, ainda apresentando menor liquidez; a produção hidratado continua sem estímulos, uma vez que a arbitragem se encontra abaixo do nível da produção do adoçante, cotado em 17,50 c/lb (-1,79).
Hoje, às 10:30, devemos ter a divulgação da UNICA acerca da segunda quinzena de novembro.
Câmbio
Fechamento (15/dez): 5,6852 (- 0,06%)
Viés do dia: Misto
Suporte: 5,56
Resistência: 5,75
Dollar Index: 96,1480 (-0,38%)
O dólar encerrou a sessão de quarta-feira praticamente sem alterações ante o real, após ter alcançado a máxima intradiária de R$ 5,7349 logo após o comunicado de política monetária do FED. O retorno das cotações ocorreu já que a maior parte da decisão do FED já vinha sendo precificada pelo mercado, ao passo que a votação da PEC dos Precatórios foi concluída no Brasil. O Ibovespa fechou em alta de 0,63% com 107.431 pontos.
Nos EUA, o resultado do Fed foi em linha com as expectativas de um tom mais hawkish promovendo a maior aceleração da retirada de estimulos (tampering). A redução será acelerada e a compra de títulos terá uma queda de US$30 bilhões por mês, encerrando em março de 2022, dada a recuperação consistente da economia americana e inflação persistente. Além disso, a taxa de juros se manteve entre 0-0,25%, mas a maioria dos integrantes do Comitê de política monetária FOMC já prevê 3 altas de juros em 2022 para 0,9%, o que surpreendeu um pouco o mercado, apesar das curvas futuras de juros já apontarem para tal cenário.
No Brasil, ontem tivemos a aprovação em 2° turno da PEC dos Precatórios na Câmara, abrindo um espaço de R$ 44 bi no orçamento do governo em áreas como obras e aumento de salário. Com isso, reduz-se incertezas, excluindo-se perspectivas de descontrole fiscal ainda maior pela adoção de uma medida alternativa, o que levou a um arrefecimento da alta do dólar. Tais resultados acima e declaração do Fed serão determinantes para a análise do Conselho Monetário Nacional (CMN) hoje, às 09:00, em vista das projeções das taxas de juros e PIB brasileiro para os próximos meses.
Na agenda econômica, hoje é um dia de diversos dados imobiliários estadunidenses e divulgação, às 10:30, dos pedidos iniciais por seguro-desemprego, que em linha com a declaração de retomada de crescimento de Powel deve apresentar valores menores do que o mês anterior. Na Europa, às 09:00, teremos a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária e, às 10:30, Coletiva de Imprensa do Banco Central Europeu (BCE), ambas com expectativa de manutenção de estímulos.
Fonte: StoneX