Fechamento SBK21 (28/abr): 17,30 c/lb (-64 pts)
Viés do dia: Misto/Altista
Suporte: 17,04
Resistência: 17,60
Neste momento SBK21: 17,48 (+18 pts)
Nesta quarta-feira, o NY#11 registrou quedas ao longo de quase toda sua curva futura (com exceção do Mar/24). Após as altas acentuadas da véspera, o mercado encontrava-se tecnicamente sobrecomprado, e as telas mais próximas sofreram uma correção acentuada, com o contínuo caindo 3,57% a duas sessões de sua expiração.
Nessa dinâmica, o spread K-N retraiu-se 3 pontos e encerrou invertido à 0,16 c/lb. Com a expiração do SBK1 amanhã, o Open Interest de 31.935 lotes (valor 70,7% abaixo do mesmo período do ano passado) nos leva a crer que uma entrega tão volumosa quanto no ano anterior não deve ocorrer, apesar da aparente tentativa do mercado de atração de produto contra essa tela.
No Brasil, foram divulgados os dados de Line-Up de açúcar ontem: 2,24 MMT da commodity aguardavam embarque nos terminais marítimos do país. O valor é 78,4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado e 111,8% superior à média de 5 anos. Tal volume parece responder à uma antecipação de demanda, ou uma busca por parte dos ofertantes pelos atrativos preços no mercado internacional, tendo em vista que vultos desta magnitude só foram vistos em semanas posteriores da Safra nos anos anteriores.
Nos Estados Unidos, o relatório do DOE foi de tom mais neutro no cenário dos combustíveis, com destaque para o alto consumo de Diesel no país por conta do clima frio ter levado a um início tardio do plantio em certas regiões, aumentando a demanda agrícola pelo combustível fóssil. No Brasil, o indicador StoneX fechou com um etanol hidratado de R$ 3,20/L e um anidro de R$ 3,10/L, ambos base PVU em Ribeirão Preto-SP.
Dólar
Fechamento (28/abr): R$ 5,3446 (-1,96%)
Viés do dia: Misto
Suporte: R$ 5,31
Resistência: R$ 5,45
Dollar Index: 90,67 (+0,15%)
O dólar registrou forte queda nesta quarta-feira, acompanhando o desempenho da moeda americana que cedeu espaço tanto para pares fortes, como para emergentes na sessão de ontem. A fraqueza do dólar foi reflexo da divulgação da decisão do Comitê de Mercado Aberto (FOMC) do Fed, que confirmou as expectativas e manteve o atual programa de compra de ativos e a taxa básica de juros nos Estados Unidos próximas a zero. Na coletiva, Powell reconheceu que os estímulos federais e o avanço da vacinação trouxeram recuperação para os indicadores de atividade e emprego no país, e esse tom otimista do presidente do Fed acelerou a procura por ativos de risco na tarde ontem.
O câmbio também encontrou no Brasil um cenário interno mais tranquilo, com Caged, expectativa na reunião do Copom na próxima semana e menos ruídos políticos. Nesse embalo, o câmbio acentuou seu movimento de queda, rompendo importantes suportes de 5,40 e 5,36, consolidando o tom mais baixista do mercado. Ontem a divulgação de dados do CAGED mostrou que o mercado de trabalho formal brasileiro registrou um saldo positivo 184.140 carteiras assinadas em março, pouco acima do projetado.
Hoje as Bolsas americanas amanhecem em alta firme, repercutindo as falas do presidente do Fed, o anúncio do novo plano do governo Biden realizado ontem no Congresso americano e temporada de balanços das empresas com resultados acima do esperado. Esse otimismo no mercado americano poderá conter ou amenizar um movimento de correção que o câmbio tente realizar hoje, frente às quedas recentes e rompimentos de suportes de curto-prazo.
Fonte: StoneX