A Índia, segunda maior produtora mundial de açúcar, deve limitar as exportações em pouco mais de 6 milhões de toneladas nesta temporada e exacerbar a preocupação com escassez que já elevou os preços em Nova York a uma máxima de mais de seis anos.
As exportações totalizarão 6,1 milhões de toneladas no atual ano-safra iniciado em 1º de outubro, segundo a Associação Indiana de Usinas de Açúcar, que cortou sua previsão de 9 milhões. É uma indicação de que o governo – que permitiu inicialmente a embarcação de 6 milhões de toneladas – dificilmente aprovará volumes adicionais.
Com isso, os preços do açúcar bruto são negociados no nível mais alto desde o final de 2016, com operadores apostando que a produção mais fraca na Índia levará o governo a restringir as exportações.
O país quer proteger o abastecimento interno e garantir a estabilidade de preços. O secretário de alimentos, Sanjeev Chopra, disse que uma decisão sobre as exportações será feita em fevereiro, levando em consideração produção e a demanda local.
A produção da Índia deve ficar em 34 milhões de toneladas nesta temporada, menos do que a estimativa anterior de 36,5 milhões, e menor que as 35,8 milhões de toneladas produzidas no ano comercial anterior.
“A produção de cana-de-açúcar em Maharashtra está abaixo do esperado devido ao clima adverso e isso vai reduzir a produção geral do país”, disse Aditya Jhunjhunwala, presidente da associação, em entrevista por telefone. “Não vamos pedir mais exportações ao governo. Agora vamos nos concentrar em completar a cota atual. Faremos uma revisão novamente em março, depois de analisar a produção real”.
O país é o maior exportador mundial de açúcar depois do Brasil. Seus clientes incluem Indonésia, Bangladesh, Malásia e Emirados Árabes Unidos. A Índia também é o maior consumidor de açúcar e, como o Brasil, desvia parte da safra de cana para a produção de etanol.
Fonte: Bloomberg
Extraído de NovaCana